HISTÓRIA DA ESCOLA
Nossa escola foi fundada na década de 1960, com o nome de Escola Rui Barbosa, nome dado pelo Padre Renato Galvão de Cícero Dantas. Anos depois passou a ser chamada de Escola Municipal D. Pedro I, o que permaneceu por décadas. No ano de 2018, foi denominada de Escola Municipal Professora Josefa Otacília de Santana, nome dado em homenagem à primeira professora desta escola e desta comunidade.
Nestes povoados, antigamente as escolas eram em suas casas, em sala improvisada pela própria professora ela lecionava, limpava a sala, fazia a merenda dos alunos, as cadeiras e mesas, era sua própria mesa da sua sala do seu uso particular. Não tinham livros adequados para os alunos, não havia separação de série, era tudo misturado. A professora não precisava ser qualificada pra lecionar. Ensinar, bastava saber lê e escrever, muitos deles não sabia ler e nem escrever adequadamente. Mesmo assim os alunos eram obedientes ao professor, os mesmos conseguiam ser alfabetizados com sucesso. Contudo, o professor, sendo, em sala de aula, lecionava, limpava, cozinhava, e fazia parte da direção e coordenação e ainda alfabetizava os alunos. E não tinha nada de pesquisa, não tinha capacitação, e nem treinamento, a única fonte de trabalho que tinha era uns livros que ensinava apenas o alfabeto, contas, escreviam cópias (texto bem grande), o quadro que ali existia era, o morador que passava cimento em uma parte da parede para escrever com o giz, que a prefeitura fornecia para o Órgão Municipal de Educação, fazia todas essas funções, não tinha merenda de qualidade, transporte os alunos não tinham, eles iam a pé, a cavalo, de bicicleta (quem tinha).
O interesse dos pais eram muito pouca, muitos deles só se interessavam que os seus filhos ajudassem em suas casas, na roça, na agricultura. No tempo do plantio a frequência era muito baixa dos alunos, o aluno se ausentava muito, pois eles iam pra roça no período da manhã e da tarde ia estudar, não tinha rendimento, porém cansados, exausto do trabalho braçal, foi onde surgiu a ideia de mudar, o período de férias, fazendo uma mudança no calendário escolar, colocando as ferias no mês da colheita.
O Órgão Municipal era uma instituição, que tomava conta de todas as escolas na zona rural. Era pra lá que os programas do Estado, o governo do Estado, forneciam os materiais didáticos para a prefeitura distribuí para os “educadores”, era de lá que os milagrosos educadores traziam os materiais didáticos, como foi mencionado. Existia uma supervisora, tipo, fiscal, que era da cidade de Ribeira do Pombal, uma senhora, denominada Marinalva (...). Essa senhora vinha ao nosso município, mandava e desmandava nas pessoas que ali trabalhavam no Órgão Municipal.
Mas ao decorrer de alguns anos, a educação foi se aperfeiçoando, se qualificando, tendo, estudos dos PCNs, formação continuada, programas do MEC professores com magistério, concurso público, graduação, e hoje estamos aí com os nossos alunos, sendo reconhecidos. Logo, surgiu vários tipos de Bolsas do governo para os alunos, e os responsáveis tomaram gosto pelo o dinheiro. Perceberam que os alunos, seus filhos teriam que voltar para a escola. Mas para se beneficiar dessa bolsa era preciso que os alunos, cumprissem algumas das regras, ou seja, para adquirir esse benefício, o aluno teriam que cumprir horário, normas pelo governo. Para isso acontecer foi preciso contratar mais mão de abra, construir mais escolas, nomear direção, para que inspecionasse esse trabalho, parte burocrática, e qualificando os professores, foi nomeado o pedagógico, a coordenação para qualificar o professor e ter acompanhamento nas tarefas de salas, foi instruindo cada vez mais o educador e o educando. Hoje, estamos aí alunos, apresentados, para outros municípios e até mesmo estados através de suas oficinas, trabalhos realizados em sala de aulas com seus professores, sendo até premiados em medalhas, dinheiro e viagens.
O nosso município não é representado apenas por uma só pessoa da educação, existe uma equipe, uma secretária do município, onde são nucleadas por varias Escolas, ou seja, umas escolas sendo nucleadas a outras núcleos escolares, de outras comunidades. Cada núcleo com sua secretaria interna, nela existindo: diretores, secretários, coordenadores, porteiros, supervisores, assistentes, zeladores, merendeiras e professores qualificados, com todo seu potencial. Hoje em nosso município temos alunos em sala de aula, escola com várias salas, banheiros, cozinha, direção, “biblioteca”, “sala de vídeo”, almoxarifado, alunos uniformizados, merenda de qualidade, inspecionado pela nutricionista, transporte escolar, vários programas sendo exposto para os alunos, acompanhamento médico, enfermeiros, dentistas, palestras inclusive inserindo os pais. Várias atividades na própria escola que sugere sugestões dos pais, onde o responsável tem toda a liberdade de ir e vir na escola, onde seu filho estuda, estes, sendo assistidos por projetos da Família na escola, dentre outros projetos, ou seja, trabalhando em parceria discutindo, valorizando, apoiando o futuro do educando.
Educação não se faz só, se faz em parceria. Essa leitura é o meio capaz de trazer liberdade e realização ao ser humano, tornando-o um cidadão crítico para atuar na sociedade em que vive. A escola, por sua vez, é a instituição responsável pelo aprendizado da leitura, envolvendo
também, proporcionar uma educação cidadã, em que o educando ultrapasse os limites
não se lê só, se lê compartilhado(...). O aluno hoje pode falar ao público, ele pode dá idéias, opinar, sugerir, aceitar, respeitar, discordar, deveres e direitos. Segundo o professor Celso Antunes.
“O verdadeiro professor jamais ensina, desafia o aluno a buscar respostas e transferi-las para a vida.”
O aluno terá que aprender a conhecer o mundo que rodeia, para adquirir cultura. Ter a capacidade de comunicar-se, gerir e resolver problemas, estar apto a enfrentar situações. Desenvolver suas dimensões éticas, estéticas, valores e atitudes e conhecimentos. É esse tipo de aluno que nós temos no nosso município de Fátima, com essas qualidades. Não há aprendizagem mais difícil que manter a coragem, renovar-se a cada dia e buscar entusiasmo nos desafio de cada dia.
Trabalho realizado pela professora
Renilda e seus alunos em 2019.

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